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Diário de Bordo

Lápis Raro
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Hoje, a gente acordou mais alegre.

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Foto: Suzana Latini

Comemoramos ontem mais um ano. Celebramos as conquistas que fizemos juntos, os desafios que ainda estão por vencer, os almoços de negócios que viram encontros de amigos, os happy hours das sextas-feiras, os cafés da manhã das segundas e as árvores que florescem, todo ano, aqui na porta.

Já estamos sentindo saudades. Tanto que não resistimos em publicar aqui a reflexão que a Carla Madeira compartilhou com a gente ontem.

 

Eu descobri que a alegria não tem pernas.

O saco de sal, as horas difíceis, a dor e até a morte sabem andar sozinhas. Às vezes, com espantosa desenvoltura. Podemos ficar parados, que eles vão nos alcançar.

Mas a alegria não. A alegria não se oferece, é delicada, frágil, vive misturada, camuflada nas pequenas coisas, no nosso dia a dia. Precisa dos nossos olhos pra ser vista, da nossa vontade para se entregar. Quer ser descoberta nos lugares mais banais. Em um mergulho azul em dia de sol amarelo. Debaixo da casca de um abacaxi, eis que nos deparamos com uma pérola doce e caudalosa.

Mas por que estou falando de alegria quando deveria estar falando de resultados, investimentos, foco, perspectivas para 2014, coisas absolutamente relevantes num encontro entre uma agência e seus clientes?

Porque percebo um significado revolucionário na alegria. Não estou falando apenas da alegria, deliciosa é verdade, presente na gargalhada, sua versão mais barulhenta.

Falo de uma alegria que sussurra uma pequena certeza dentro da gente: estou aqui, onde quero estar. Estou fazendo o que quero fazer, o que acredito. Estou inteira no que sinto, no que penso e no que faço. Uma alegria que não podemos negociar nunca. E que embora não tenha preço precisa entrar no centro de custo de cada empresa tornando-a menos custosa.

No mundo dos negócios, muitas vezes construímos muros que uma revolução alegre pode derrubar. Muros que separam diversão de trabalho, humor de seriedade, leveza de eficência, brilho no olho de responsabilidade. Como diria Drumond: “os muros são surdos”, e ao separarem coisas que andariam tão bem juntas, nos empobrecem.

Sem alegria, criamos uma versão chata da vida e de nós mesmos. E quando o chato entra em cena quase todas as nossas habilidades desaparecem. A criatividade se retira, a vontade de participar sai de fininho, e até a razão arranja um motivo bem razoável para se ausentar. Isso sem falar no resto da equipe.

A alegria é então estratégia de negócio e não papo de autoajuda.

Tenho visto muito consultores pelejando com essa ideia, tentando dar um nome mais respeitoso para alegria. Eu sugiro coisas do tipo: gestão da satisfação, happy core, branding enjoy! A alegria se diverte e espera que as nossas empresas a aceitem como ela é: simplesmente alegre.

Na comunicação que fazemos, temos uma clareza extraordinária, resultante de nossa experiência diária, de que ignorar a dimensão do entretenimento em comunicação de marca é falar pra ninguém ouvir.

As mudanças velozes e vertiginosas nos meios e na maneira como nos comunicamos, – tanta tecnologia, tanta inovação –, estão revelando, com uma força nunca antes vista, o que é eterno. O que não vai mudar nunca. Pessoas querem se conectar com pessoas, com ideias, com histórias. Ninguém quer saber o que uma empresa tem a dizer se a maneira de dizer não tornar o conteúdo que está sendo dito uma alegre experiência de compartilhar sentido.

Antes de entrar dentro de alguém e ocupar um coração ou uma mente, é preciso abrir alguma porta. Antes dos argumentos lógicos precisamos da beleza. Antes das palavras, a emoção que cala. Antes de gritar o preço, precisamos provocar o desejo.

Antes de exibir a marca, precisamos contar histórias que façam as pessoas quererem saber quem as estão contando. Histórias que aproximam e criam vínculos de admiração e confiança.

Por isso, eu digo a vocês:

Eu poderia estar desenhando cenários, recomendando investimentos, citando as ideias mais atuais de comunicação e marketing. Mas eu estou aqui, vivendo esse momento em nome da Lápis Raro, para pedir com todas as nossas forças um 2014 alegre para todos nós.

Se pudermos isso, ninguém segura o que poderemos!

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