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Diário de Bordo

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Felicidade 1.

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A felicidade é a coisa mais importante na vida?
É mais importante que a verdade? Que o outro?
É o bem supremo que deve ser buscado a qualquer custo?
É possível ser feliz se existe o incerto incontrolável, a morte, a civilização?
No pensamento grego, o movimento do conhecimento é o melhor do nosso destino. Eu ainda não sei, mas tô querendo saber.

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Comentários:
19
  • Eliane disse:

    Felicidade pra mim são momentos , por ex; dia 06 de novembro/2008 encontrei pelo orkut uma pessoa que amo e nunca vou deixar de amar a partir desse momento a vida pra mim passou a ter mais sentido fiquei feliz , euforica, senti de tudo , fiquei louca de felicidade agora pra mim ter um momento mais feliz vai ser quando eu encontra-lo pessoalmente .
    Nesse dia vai ser completa a felicidade pq são 24 anos esperando esse dia.

  • Lodi disse:

    Felicidade é esse momento de agora que a gente só vai saber amanhã.

  • Rebecca disse:

    “A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor… brilha tranquila, depois de leve oscila… e cai, como uma lágrima de amor…”

  • carla disse:

    Um rei quis saber quem era o homem mais feliz do reino. Um sábio lhe disse que era um sujeito que lá vivia e que morreu no auge de sua vitalidade, em seu momento de maior plenitude. A felicidade rima demasiadamente com fugacidade, pelo menos para quem está vivo.

  • Manuel disse:

    Eu estou com o Contardo Calligaris. Tenho dito.

    CONTARDO CALLIGARIS

    Você quer mesmo ser feliz?

    O imperativo de felicidade é enganoso, mas rege nossa organização social

    CIRCULA, NOS meios acadêmicos ingleses e americanos, a expressão “happiness studies” (estudos da felicidade), calcada, por exemplo, em “women’s studies” (estudos das mulheres). Talvez apareçam, em breve, departamentos universitários multidisciplinares de “estudos da felicidade”.
    Pois bem, no campo dos “estudos da felicidade”, acabam de sair dois livros notáveis.
    O primeiro, ainda não traduzido para o português, é “Happiness: A History” (felicidade, uma história), de Darrin McMahon (Atlantic Monthly). McMahon reconstrói as mudanças pelas quais passou nossa concepção de vida feliz: uma vida virtuosa, para os gregos antigos; prazerosa, para os romanos; merecedora do paraíso, para os cristãos etc.
    Aliás, é sobretudo com os cristãos que a felicidade começa a se confundir com a promessa de uma vida melhor no futuro, após a morte.
    Na modernidade, a definição do que nos faz felizes fica bastante incerta, mas, paradoxalmente, a exigência de sermos felizes (sem saber direito o que isso significa) torna-se irrenunciável. Esse imperativo enigmático é uma peça essencial de nossa organização social. Explico.
    A felicidade é, hoje, uma aspiração obrigatória que, por sua indefinição, não pode ser satisfeita. Portanto, ela alimenta uma sede insaciável de objetos e prazeres. Essa sede sustenta nosso modo de produzir e consumir e nos leva a organizar nossas diferenças sociais segundo os “sonhos” que cada um conseguiu realizar (ou seja, pela inveja).
    O outro livro é “Stumbling on Happiness” (tropeçando na felicidade), de Daniel Gilbert. Apesar da tradução portuguesa do título (“O que nos Faz Felizes”, Campus), não se trata de um livro de receitas para sermos felizes, mas de uma explicação da dificuldade desse projeto.
    Gilbert, evocando brilhantemente uma quantidade de pesquisas, mostra o seguinte: uma propriedade de nossa espécie é a capacidade de imaginar o futuro, mas, nessa tarefa, somos péssimos. Por isso, a felicidade desejada e alcançada nunca é bem o que a gente queria.
    Para Gilbert, o problema é cognitivo: o futuro com o qual sonhamos não nos outorga a felicidade esperada porque não sabemos prevê-lo corretamente.
    Aparte: de fato, há outras razões para que o futuro nunca chegue ou, ao chegar, seja decepcionante. Por exemplo, como lembra o título de um livro de Jorge Forbes (“Você Quer o que Deseja?”), nem sempre queremos efetivamente o que desejamos e planejamos.
    Num capítulo de seu livro, Gilbert recorre a uma metáfora genética.
    Um “super-replicador” é um gene que se replica com sucesso porque ele leva seu portador a transmitir ativamente seus genes. Exemplo: imaginemos que exista um gene do prazer no orgasmo. Mesmo que esse gene não seja necessário para a reprodução (que pode acontecer sem prazer) e mesmo que ele seja associado com uma série de traços ruins (doenças ameaçadoras), ele se replicará porque leva seus portadores a praticar mais sexo do que os outros (aumentando as chances de transmissão).
    Gilbert aplica esse princípio às crenças: há crenças falsas que se propagam e se transmitem porque sustentam sociedades estáveis, e uma sociedade estável é o ambiente ideal para a propagação de crenças (falsas ou verdadeiras). No caso, nossa concepção da felicidade se parece muito com uma crença falsa super-replicada, ou seja, uma crença que se propaga porque, apesar de ser falsa, ela é uma condição de nossa coesão social (e a coesão social facilita a propagação das crenças). Em suma, o imperativo de felicidade é enganoso, mas rege nossa sociedade; portanto, ele só pode se reproduzir.
    Uma nota. Gilbert parte do pressuposto que faz funcionar nossa sociedade: a felicidade depende da realização de um futuro que desejamos e imaginamos.
    Uma outra concepção da felicidade (a minha preferida) diz que ela depende da qualidade da experiência presente, e não da realização de nossos projetos. Talvez essa seja uma concepção nostálgica de um momento qualquer na história reconstruída por McMahon.
    Ou talvez seja uma concepção nova, que vem se afirmando devagar, de Nietzsche até a contracultura dos anos 60 e 70 (o próprio Gilbert se lembra do livro, meio delirante, de Ram Dass, que se intitulava “Be Here Now” -esteja aqui agora). Seja como for, neste começo de 2007, fico com aquele ditado chinês: que todos possamos viver um ano não “feliz”, mas interessante.

  • Michel Montandon disse:

    “A felicidade não tem misancene, não tem glamour, não desperta sentimentos extremados. A felicidade é tão simples e boba que nem merece uma cena. Passa nas sutilezas e muitas vezes a gente nem vê. Já disse a ela da necessidade de ser mais atuante e ela me disse que não quer, está disposta só a simplicidade e aos simples de coração. Baranga!”

    Retirado do blog: http://fritelix.blogspot.com/

  • Cristina disse:

    Eu tenho um pouco de dificuldade de entender o conceito de felicidade. Quanto tempo tem que durar uma alegria para ser chamada de felicidade? É possível ser feliz no banho? Cortando a unha? No enterro de um amigo? Ou felicidade só acontece naqueles momentos clichês de novela? Por que temos que buscar essa palavra? Aceitar a vida é ser feliz? Ou a felicidade é apenas uma palavra inventada por alguém que estava profundamente entediado e quis criar para si um problema qualquer?

  • daniel de jesus disse:

    Aquele que não procura a felicidade
    há de ser, quem sabe, o mais feliz do mundo.
    (eu mesmo – de “meus pensamentos mais atuais”. rsrs)

    P.S.: Concordo com o pensamento grego,
    mas na primeira pessoa do singular.

    Bom post, Carla
    bj

  • M. disse:

    Felicidade é ter amigos.
    Na alegria e na tristeza.

  • Cristiana Guerra disse:

    Felicidade é ter a Rebecca, gente.

  • Dani disse:

    A felicidade pode ser “não buscar” a felicidade, porque não se busca o que está dentro. Se desperta.

    Dani
    🙂

  • Cristiana Guerra disse:

    Ou melhor, felicidade é conseguir viver feliz com isso. Dormir com um barulho desses. A vida tem muita coisa ruim que a gente não espera. Mas tem muita coisa boa que a gente não espera também. Não espere. E verás.

  • Cristiana Guerra disse:

    A felicidade inclui a verdade, a morte, o incontrolável. É conseguir viver feliz apesar disso. Um bom e grande desafio. Também tô querendo aprender. Aqui é um bom começo: “A felicidade, desesperadamente” André Comte-Sponville. Recomendo.

  • Rebecca disse:

    então… botas que se acabam também podem ser motivo de felicidade, seja como motivo para sapatos novos, seja como libertação total para os pés… rsrsrs!

    Acho que o Machado quis dizer isso mesmo que o Dani falou, a felicidade é o agora, ainda que seja pequenino o motivo da alegria.

    Agora, por exemplo, estou feliz por poder conversar com vocês, no meio de tanto trabalho, sobre coisas que me são caras.

  • Elisa disse:

    tenho divido em alegrias e tristezas.

  • Dani disse:

    A coisa mais importante da vida: o agora.

    🙂

  • carla madeira disse:

    O problema é que as botas se acabam, mesmo quando os pés precisam continuar.

    Beijo Rebecca.

  • Rebecca disse:

    “Então considerei que as botas apertadas são uma das maiores venturas da Terra, por que, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar. Mortifica os pés, desgraçado, desmortifica-os depois, e aí tens a felicidade barata, ao sabor dos sapateiros e de Epicuro. (…) Daqui eu inferi que a vida é o mais engenhoso dos fenômenos, porque só aguça a fome, com o fim de deparar a ocasião de comer, e não inventou os calos, senão porque eles aperfeiçoariam a felicidade terrestre. E em verdade vos digo que toda a sabedoria humana não vale um par de botas curtas.”
    (In: Memórias Póstumas de Brás Cubas – Cap. XXXVI)

    E pra quem não concordar… o próprio Machado nos dá uma outra “perspectiva”…

    ” Cansado e aborrecido, entendi que não podia achar a felicidade em parte nenhuma; fui além: acreditei que ela não existia na terra, e preparei-me desde ontem para o grande mergulho na eternidade. Hoje, almocei, fumei um charuto, e debrucei-me à janela. No fim de dez minutos, vi passar um homem bem trajado, fitando a miúdo os pés. Conhecia-o de vista; era uma vítima de grandes reveses, mas ia risonho, e contemplava os pés, digo mal, os sapatos. Estes eram novos, de verniz muito bem talhados, e provavelmente cosidos a primor. Ele levantava os olhos para as janelas, para as pessoas, mas tornava-os aos sapatos, como por uma lei de atração, anterior e superior à vontade. Ia alegre; via-se-lhe no rosto a expressão da bem-aventurança: Evidentemente era feliz; e, talvez, não tivesse almoçado; talvez mesmo não levasse um vintém no bolso: Mas ia feliz, e contemplava as botas.

    A felicidade será um par de botas? Esse homem, tão esbofeteado pela vida, achou finalmente um riso da fortuna. Nada vale nada. Nenhuma preocupação deste século, nenhum problema social ou moral, nem as alegrias da geração que começa, nem as tristezas da que termina, miséria ou guerra de classes, crises da arte e da política, nada vale, para ele, um par de botas. Ele fita-as, ele respira-as, ele reluz com elas, ele calca com elas o chão de um globo que lhe pertence. Daí o orgulho das atitudes, a rigidez dos passos, e um certo ar de tranquilidade olímpica… Sim, a felicidade é um par de botas.”
    (Excerto do conto “Último capítulo “)

    (Da série: “a literatura resolve qualquer questão, por mais cabeluda que seja!”)

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