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Eu queria ter escrito isso: “O Orkut nunca esteve tão legal”

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Ontem eu li a crônica do Ronaldo Lemos, colunista da Folha Teen, e simplesmente adorei! Era tudo que eu queria dizer. A história não é nova e sempre acontece entre a turminha que tem medo do mainstream, tipo nós, os publicitários e designers. De uns tempos pra cá, o Ronaldo e eu temos escutado por aí “uma mensagem subliminar”, dizendo que o Orkut está acabado, está todo mundo saindo fora, deletando perfil e etc, etc.
“A onda agora é o Facebook, muuuito mais legal; tá todo mundo lá, gente!”
Se não está lá, está no Twitter.
E os mais descolados ainda, ah, esses estão é no Google Reader!
“A maior invenção do mundo! O resto todo acabou!”

Pode até ser que o Orkut venha um dia a morrer mesmo. A gente nunca sabe direito por quanto tempo uma empresa pode se interessar em manter no ar uma rede social cuja maior audiência está no Brasil e na Índia, né?

Mas vamos lá. Por que eu também acho que o Orkut nunca esteve tão legal? Primeiro tem os números, contra os quais é difícil argumentar.
Imagine que no Brasil somos:
65 milhões de internautas ( = a população da França)
90% utiliza alguma rede social ( = população da Itália)
79% desses usa é o Orkut.

E é gente dos mais diferentes perfis econômicos, sociais, culturais. As classes C e D, por exemplo, costumam entrar na internet pra entrar no Orkut, e foi no Orkut que aprenderam a fazer upload de foto, a criar comunidades, a compartilhar um vídeo.

É como o Ronaldo fala: “O Orkut tornou-se um espelho do que é o país, com uma diversidade incrível. (…) é uma ferramenta fascinante para conhecer o Brasil”. Basta você querer dar uma voltinha fora do aquário das suas comunidades, blogs, e feeds pra encontrar, ali mesmo no Orkut, gente falando sobre tudo quanto é coisa. Tem comunidade de todo tipo: do Clube da Esquina ao Gurila Mangani, dos Freegans aos loucos por compras.

E, no Brasil, o Orkut ainda tem uma outra particularidade: as pessoas usam as comunidades não só como uma forma de participação, mas principalmente como uma ferramenta de identidade e autoexpressão. Nesse caso vale-tudo, desde aquelas comunidades associadas a causas sociais, problemas de saúde, até outras, relacionadas a temas um pouco estranhos. Eu, por exemplo, faço parte de algumas, como esta, ou esta aqui, que conseguiu ajuntar 41.720 pessoas que passam cola na mão e depois ficam tirando a “pelinha”. Eu não faço mais isso, mas quando eu era criança fazia demais.

Então é isso: o Orkut é pop! Vai lá!

E se você é responsável pela comunicação de uma marca, não se esqueça: querendo ou não, a sua marca vai parar no Orkut. Você pode escolher se vai querer participar da conversa ou se vai ficar parado olhando…

Fontes: Comscore; Ibope NetRatings e Folha Teen de 31/08/2009

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