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Diário de Bordo

Lápis Raro
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Uma vez, até morrer.

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Equipe alvinegra

“A gente não ganha muito, mas se diverte pra caramba.”
Essa é a única promessa que eu faço para toda criança que começa a torcer pelo Galo.
Porque não adianta prometer outra coisa. O Galo não é um time de vitórias épicas, campeonatos ganhos no último minuto, essas coisas irrelevantes.
Para o atleticano, basta um foguete. Aí alguém grita Galo. Você ouve, tira o chinelo, desiste das cobertas, esquece os problemas, coloca a bandeira em cima do carro, põe o hino para tocar. Trinta vezes.
Encontra com um amigo, com dois, com cinco, com trinta mil. Galo! Galo! Galo! Todo mundo sabe que as cordas vocais do atleticano começam na aorta.
A gente canta o hino. Canta o hino no começo, no meio, no fim, quando o Taffarel dá uma volta no campo depois de ganhar uma decisão nos pênaltis, quando é eliminado pelo Palmeiras reforçado por um juiz, quando é rebaixado, quando sobe, quando ganha das Marias, quando o Dadá dá a cabeçada desengoçada mais bonita do mundo.
A gente canta! Quer sinal maior de alegria?
E vai nessa toada até o Willy Gonzer gritar gol. Nessa hora, não tem garganta, copo de cerveja ou prato de tropeiro que fique inteiro. Atleticano de verdade comemora gol até na reprise. E chega em casa empurrando o carro, feliz, porque a bateria acabou de tanto buzinar.
Tá bom. Muitas vezes o enredo é bem outro. O atacante não acerta, o juiz não colabora, o outro time não perdoa. A gente faz pressão, tenta ganhar no grito, fica com torcicolo de virar o rosto a cada gol errado. E a virada não vem. Aí a gente promete: nunca mais torço pra esse time. Até estourar o próximo foguete.

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