Muito bom o texto de Carlos Suriani, publicado na revista Tecnologia Gráfica, sobre os novos desafios da produção gráfica nesta era de revoluções tecnológicas e sustentabilidade. Para ler, basta clicar aqui.
A Lápis Raro publicou o hotsite comemorativo dos 35 anos do Grupo Corpo. O novo projeto está alinhado com a proposta do grupo de realizar uma votação para eleger qual balé irá compor a Turnê Brasil 2010 ao lado do Ímã, que possui coreografia de Rodrigo Pederneiras e música do + 2 (trio formado por Moreno Veloso, Domenico e Kassin).
A estética do hotsite segue a dos espetáculos, transferindo cores, nuances e combinações do palco para a internet. O maior desafio do trabalho foi justamente conseguir fazer este movimento, respeitando o universo de refererências consolidados pelo Corpo ao longo dos anos.
Desenvolvido em Cake PHP / J Query, o hotsite buscou valorizar os espetáculos com imagens e vídeos expostos de forma simples e dinâmica, dialogando com um design que alia estética e usabilidade.
Vocês já ouviram falar do “Teste Bechdel”? É uma ideia que apareceu pela primeira vez numa história em quadrinhos da cartunista Alison Bechdel, em 1985. Nessa história, uma personagem dizia que só assistia a filmes que satisfizessem 3 regras bem simples:
1) Ter pelo menos duas personagens femininas (que tenham nome – um acréscimo à regra surgido depois, mas que eu acho bem significativo);
2) Que essas personagens conversem entre si;
3) E que o assunto dessa conversa não seja “homens”.
Como vocês podem ver, não se trata de nenhuma exigência ultrafeminista: elas não têm que falar sobre mulheres, sobre a condição feminina, nem nada assim. Não precisa ser nenhum Tomates Verdes Fritos ou Telma & Louise pra passar no teste. O enredo pode ser qualquer um, de desenho animado a ficção científica, desde que reconheça a existência de mulheres entre as pessoas do mundo – de preferência como sujeito (daí o nome próprio) – e que essa parcela de pessoas também possa conversar sobre outros assuntos que não seja a parcela restante. Aquilo que eu, você, minhas amigas, minha filha, e a maioria das mulheres fazem todos os dias: existir por si mesmas.
Parece fácil, né?
Agora tenta aplicar essa regra aos últimos filmes que você viu.
Anita Sarkeesian, crítica do Feminist Frequency, fez o teste:
Sabe aquele seriado que você ama e que só consegue assistir pela internet? Daqui a alguns meses, você vai poder ver pela TV. É isso mesmo, a Google vai facilitar as nossas vidas unindo a programação de TV com o conteúdo de web. É o Google TV.
Esse vídeo explica como:
Isso quer dizer que o usuário terá uma facilidade enorme para buscar o que quer assistir.
Essa notícia rendeu muitas perguntas aqui no planejamento:
- Quais serão as consequências no mercado?”
- Será que os filmes vão virar links patrocinados?”
- É a convergência dos meios TV e internet enquanto ainda se discute a migração de verba para a web?”
- Como vai ficar a publicidade no Google TV?”
Foram muitos “eu acho”, mas no momento a única certeza é de que será um grande desafio para a nossa profissão.
O Greenpeace sempre teve formas ousadas e às vezes até agressivas de protestar a favor de suas causas. Principalmente com ações de guerrilha.
Ultimamente vi alguns protestos que influenciam negativamente a imagem da marca que pratica alguma agressão, não apenas pelo fato da agressão, mas porque eles se apropriam da linguagem publicitária.
Vejamos alguns exemplos:
A Dove lançou um vídeo-protesto contra a paranóia da indústria da beleza
O Greenpeace alega que para produzir alguns produtos da linha Dove, a marca compra óleo de palma que muitas vezes é fruto da devastação de florestas que provoca a morte de orangotangos.
E os protestos também utilizam uma releitura da logomarca da Dove:
O mesmo aconteceu com a Nestlé. O chocolate de rede Kit Kat trabalha desde a década de 80 o conceito “Have a Break”. A ideia quase sempre é ligada ao excesso de trabalho e ele entra sugerindo que a pessoa faça uma pausa.
Veja um dos comerciais do Kit Kat:
Então o Greenpeace alega que para fazer o chocolate, a empresa compra óleo de dende e entra no mesmo raciocínio da floresta devastada da Dove, que dizima os orangotangos.
O Wave Festival é uma das maiores premiações da publicidade latino-americana, promovida pelo grupo Meio& Mensagem. Daí nossa alegria ao sabermos hoje que DengueVille foi um dos trabalhos selecionados no shortlist deste ano, na categoria cyber.
Dá uma olhada lá nos outros feras da lista, pra ver o quanto essa conquista é significativa pro mercado mineiro, e pra Lápis em especial.
Calma gente. Não precisa ficar com tanto medo assim de perder o emprego depois de soltar o verbo pela internet. Ela também dá emprego paras as pessoas.
Não está entendendo nada? Tudo bem, eu explico.
Se você é uma pessoa antenada aos tititi’s cibernéticos já deve saber que o editor-assistente da National Geographic Brasil, revista da editora Abril, foi demitido nesta terça-feira (11/05). O motivo? Ele soltou algumas opiniões em seu twitter falando sobre uma reportagem da revista Veja, que a editora julgou serem contrárias ou divergentes das suas políticas. O resultado: foi demitido.
Não quero entrar nos méritos sobre liberdade de expressão, opinião, ou toda e qualquer polêmica que envolva a situação. Se quiser tirar sua conclusão sobre o assunto, basta pesquisar aqui mesmo na internet, que você acha uma séria de pontos de vistas sobre o assunto.
Vou me resumir a reproduzir seus comentários:
Então, logo após o acontecido ele disse:
Tem um outro caso de demissão após declarações no twitter, que também teve grande repercussão.
Em um jogo específico do Campeonato Paulista de Futebol, a empresa Locaweb resolveu patrocinar o São Paulo Futebol Clube.
Era o clássico Corinthians x São Paulo, quando a empresa colocou sua marca na manga da equipe Tricolor.
O jogo teve dois resultados: a vitória do Corinthians por 4 x 3 e a demissão de um dos diretores da empresa.
Para os que não conhecem a rivalidade futebolística, preciso situá-los de que são paulinos possuem o pejorativo apelido de “Bambi”.
Logo após a partida, o diretor da empresa que patrocinava o São Paulo soltou em seu Twitter:
Eu pelo menos já acho esse caso mais grave, porque o cara citou diversas vezes o nome da empresa. E a sua infelicidade é que ela estava patrocinando o time rival. Muito mais do que uma certa falta de ética, acho que faltou também um pouco de malícia do diretor. Mas enfim, também não quero entrar no mérito de julgar quem estava certo ou quem estava errado.
Só sei que seu pedido de desculpas não evitou a demissão.
Agora vejamos pelo outro lado. Nem sempre a internet acaba com os empregos, em alguns casos ela consegue empregar as pessoas.
Como? Que tal assim:
O redator publicitário canadense Chris Kahle tinha o ambicioso sonho de se mudar para os Estados Unidos, mais específicamente para Boulder no Colorado, para trabalhar na agência de publicidade norte-americana mais badalada em termos de criatividade e inovação, a Crispin Porter + Bogusky (CP+B).
Para isso ele bolou um plano. O Alex Bogusky, um dos donos e chefão criativo da agência, e o Jeff Benjamim, o Diretor Executivo de Criação Interativa da CP+B (Executive Creative Director of Interactive), estão no twitter. São eles @bogusky e @cpbjeff . Então o Chris pensou: como que eu poderia conseguir um emprego na Crispin Porter Bogusky via twitter?
Eis a ideia
Ele bolou duas mensagens padrões dentro do seu limite de 140 caracteres, uma para o Alex Bogusky e outra para o Jeff Benjamin, dizendo: “(@bogusky ou @cpbjeff) estou twittando o pedido de emprego do @ChrisKahle para trabalhar na CP+B. Contrate esse cara! (use este espaço como quiser)”
Para cada mensagem que as pessoas twittassem, encaminhando o pedido para um, ou para outro, ele doaria um dólar para uma instituição de caridade, num total de U$ 200,00.
Depois de ter o seu twitter bombardeado por mensagens pedindo que contratassem o cara, o Bogusky em pessoa disse que havia dado o emprego para o Chris.
Simples, não?
Isso por que você ainda não viu a estratégia de como conseguir um emprego pelo Google com links patrocinados.
Um cara que eu não sei exatamente quem é (o nome do seu perfil no youtube é alecbrownsteino), teve uma super ideia que deu certo.
Ele se perguntou: o que acontece quando os grandes diretores de criação de Nova York jogam seus próprios nomes no Google?
Ele comprou palavras-chave de grandes nomes da publicidade mundial como: Davi Droga, Tony Granger, Gerry Graf, Ian Reichenthal e Scott Vitrone.
Toda vez que eles pesquisavam o próprio nome no Google, aparecia um link patrocinado com uma mensagem do cara pedindo um emprego.
Ele conseguiu entrevista com David Droga, Gerry Graf, Ian Reichenthal e Scott Vitrone.
O resultado? Hoje ele trabalha na Young & Rubicam de NY, com um investimento de 6 dólares.