Primavera

Aprendi com a primavera a me deixar cortar, e a sempre voltar inteira”.
Vi essa frase no Blog da Cultura, e achei que valia a pena semeá-la.
É da Cecília Meireles.
Linda como os ipês.
ipe

Foto: Danielli Vargas

Reconhecer X surpreender

impress_odigital

A identidade é o maior patrimônio de uma marca. E de uma pessoa também.
O jeito de ser, o jeito de fazer, os valores que inspiram a conduta e as escolhas que constroem a coerência confiável são eixos que tornam possíveis as relações entre pessoas e entre pessoas e marcas.
Mas a identidade é processo, não é coisa acabada. É meio, não é fim. Não pode jamais tirar das marcas (nem das pessoas) a capacidade de surpreender, de inovar, de ter vitalidade.
Relações acabam muitas vezes quando a “identidade” do outro nos parece um lugar estagnado, impermeável, sem chances de se reinventar. Um lugar já visto, que não nos comove nem move.
O equívoco da “identidade” estagnada faz muito mal às marcas. Pessoas estagnadas também fazem muito mal .
É claro que é fundamental que a comunicação de uma marca tenha elementos de unidade estética e conceitual que a diferencie, encorpe, que potencialize sua comunicação, gerando reconhecimento imediato. Mas a capacidade de impactar é condição para não se tornar invisível, para manter a chama acesa. Podemos olhar a quilômetros de distância uma comunicação e reconhecer que ela é de uma determinada marca – isso isoladamente vale muito pouco, principalmente quando reconhecer não alavanca nada. Vale muito mais olhar e se sentir afetado porque, ao ser afetado, o desejo de reconhecer será imperioso.
Se for para escolher entre uma coisa ou outra (e não é preciso escolher), provoque o afeto. As marcas só precisam de valores consistentes em torno dos quais a “forma” pode e deve flutuar sem medo.
As pessoas não, as pessoas precisam de muito mais.

Santa Sentidoteca, Robin.

Quantos anos você tem?

Recebi por e-mail, façam e vejam que interessante:

“Este jogo japonês vai mostrar se seu cérebro é mais jovem que você ou mais velho que o resto do seu corpo!
Como jogar:

1. Tecle ’start’

2. Aguarde pelo 3, 2, 1.

3. Memorize a posição dos números e clique nos círculos, sempre do menor para o maior número.
Nota: Comece com o ZERO se ele estiver presente.

4. No final do jogo, o computador vai dizer a idade do seu cérebro.

Clique aqui para jogar e boa sorte!

E então, qual é a pergunta do dia?

Com que pergunta você acordou?
Qual é a pergunta da sua vida?
Qual pergunta mais agarrou no seu pé?
Que pergunta não quer calar?
Qual a última pergunta que o seu analista te fez?
Qual é a pergunta mais sem resposta?
Qual a pergunta que você nunca quer ouvir?
Estou me fazendo essas perguntas.
Estou te fazendo essas perguntas.
Vou usar num projeto pessoal, por isso só pergunte se não se importar de fazer parte.

Sonhei com o Arnaldo Antunes.

Criamos juntos:

o OVO, nOVO.

Fez sentido pra mim, Arnaldo. Adorei a parceria.

Felicidade 1.

A felicidade é a coisa mais importante na vida?
É mais importante que a verdade? Que o outro?
É o bem supremo que deve ser buscado a qualquer custo?
É possível ser feliz se existe o incerto incontrolável, a morte, a civilização?
No pensamento grego, o movimento do conhecimento é o melhor do nosso destino. Eu ainda não sei, mas tô querendo saber.

Números contam histórias muito especiais.

Esse é o tema da campanha que a Lápis Raro desenvolveu para a Unimed-BH marcar e comemorar a conquista de seus 700 mil clientes.
Fiquei pensando o quanto os números realmente contam muito da história de cada um.
A minha é assim:
Fiz 2 anos de matemática pura.
Meu pai tem 89 anos e é 22 anos mais velho do que minha mãe.
Eu tenho 4 irmãos que nasceram de 9 meses e 1 que nasceu de 6 meses.
21 anos de Lápis Raro.
2 sócias.
43 dias 18 de outubro vividos.
12 TPMs por ano, há 20 anos.
1 tatuagem.
2 casamentos.
3 cachorros.
3 quilos a mais do que gostaria.
0,75 de hipermetropia nos 2 olhos.
5 fios de cabelos brancos, no máximo.
1 violão quase abandonado.
1 peça de teatro que nunca foi montada.
2 meios livros escritos.
1 árvore plantada.
E o mais importante: 2 filhos nota 1000.

E você? Que números contam a sua história? Clique aqui para contar e aproveite para conhecer o hotsite que criamos para esta campanha.

Sobre o anúncio 2.0

Hoje é dia 4 e a Cris Guerra e o Daniel de Jesus já estão, depois de tantas idéias que apareceram no post abaixo, criando o anúncio que vamos publicar.

Achei maravilhosa a experiência do nosso anúncio 2.0. Agradeço a todos que colaboraram com essa reflexão rica, divertida e sensível sobre o Dia das Mulheres. Confesso que sempre tive um pouco de problema com essa data. Apesar de ser mulher e de ter vivido o desafio de construir a Lápis Raro em um ambiente dominado pelos homens (donos de agências, diretores de veículos), nunca senti que ser mulher tenha me atrapalhado ou ajudado. O fato é que a Lápis Raro é feita dessas duas energias, a feminina e a masculina, que, a mim, são essenciais. No entanto, toda essa discussão me fez pensar que, no mundo, muitas pessoas ainda vivem uma vida dolorosa e sem esperança, simplemente porque nasceram mulheres. Muitos sutiãs ainda precisam ser queimados, não porque queremos ser iguais aos homens – como abrir mão da potência fecunda de nossos côncavos e convexos? Não queremos negar o que nos define, não queremos que nos definam com o que queremos negar. Queimar sutiãs é topar revelar os nossos seios como eles são, as nossas diferenças como elas são. Explicitar e não negar (vou inventar essa simbologia, porque é dela que eu gosto quando penso em queimar sutiãs).

Acho que ainda precisamos queimá-los, em alguns lugares, em praça pública, em outros, apenas simbolicamente, para que, ao nascer, cada menina se sinta dona de todas as possibilidades e potencialidades de viver, sem jamais, nunca, em nenhum momento, desejar ter nascido outra coisa.

Em breve, o anúncio vai estar aqui no blog. Muitos vão gostar, outros vão achar que poderia ser melhor etc. etc. etc. Mas, pra mim, o mais importante já aconteceu.

Obrigada, pessoal.

Anúncio 2.0

O Marcello Queiroz, Diretor de Redação do Jornal Propmark, convidou a Lápis Raro e mais cinco agências para fazerem um anúncio de meia página (cada uma) sobre o tema Dia Internacional da Mulher. O briefing é simples. Temos total liberdade para criar a homenagem pela perspectiva que julgarmos mais pertinente e interessante: pode ser o avanço da mulher no mercado de trabalho, a disputa Hillary x Obama, o sexismo ou outros problemas sociais e comportamentais.

Fiquei feliz e honrada com o convite, afinal de contas somos três mulheres na direção da Agência, o que, sem trocadilho, é raro. Acontece que a nossa melhor qualidade não é sermos mulheres, mas sermos apaixonadas por aprender e por comunicação. Assim, proponho fazermos um anúncio 2.0, já que esta é uma das mais importantes discussões da comunicação atual: um brainstorm participativo. Todo mundo está convidado a dar idéias, sugerir caminhos, criações, etc. Quem topar participar vai estar autorizando automaticamente a utilização parcial ou integral de suas idéias geniais, devidamente analisadas, transformadas e complementadas pela nossa equipe de criação. A Lápis Raro vai assinar o anúncio, ressaltando que ele foi feito a partir de um brainstorm coletivo aqui no nosso blog. Pra variar, o prazo é curto. Então corra, que só serão consideradas as sugestões que chegarem até segunda-feira, 03/03/08.

Como mulher, só posso terminar dizendo que todo ser humano, independente de gênero ou orientação sexual, será muito bem-vindo nesta nossa tempestade. Vamos começar?