O Flash vai perder seus poderes?

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Existe hoje uma discussão muito grande sobre HTML 5 e até onde isso pode prejudicar o Flash. Por isso queria explicar um pouco a diferença de cada uma dessas tecnologias e dizer por que acho que isso não vai acontecer.

O HTML 5  é legal e vai ser usado para criar páginas bem sofisticadas num futuro próximo, mas a verdade é que Flash e HTML são tecnologias complementares e, assim como o Flash não substituiu o HTML na época do seu surgimento, este também não irá substituir o velho Flash com a divulgação da versão 5.

Como desenvolvedor Flash, também faço torcida pelo sucesso do HTML 5 e pela criação de um modelo de browser padrão, por novas formas de interação com o usuário, por uma conexão mais rápida e muito mais.

Vivo de Internet e vivo na Internet e por isso quero vê-la evoluindo.  O Flash pode ter sido a melhor invenção desde o macarrão instantâneo, mas mesmo assim sempre será um plug-in, e plug-ins são chatos por natureza. Requerem instalação, atualização, etc. Mas muito da tecnologia que temos hoje na web só foi possível graças à popularização do Flash Player.

E o que dizer das novas tecnologias? O Flash cresce a todo vapor, e hoje você pode usar recursos novos, como interface touch e multitouch screen, sem muita complicação. Quanto tempo vai levar para a gente ter esse tipo de coisa em HTML? Talvez no HTML 6 ou 7, quem sabe?

E quanto ao recurso mais ‘badalado’ do HTML 5: o suporte a vídeo? Como é isso realmente?

O melhor player para HTML do mercado não roda no FireFox (http://jilion.com/sublime/video ), sem contar que a performance deixa a desejar. O Flash Player é o player de vídeo mais popular do planeta, batendo QuickTime, Real e outros formatos. Estima-se que 75% dos players de vídeo da web usem o Flash Player como mecanismo de visualização. (Alguém se lembra da época em que a gente tinha que escolher entre 5 ou 6 formatos para poder assistir a um simples vídeo on-line?)

O Youtube, por exemplo, só pode fazer testes com vídeo + HTML 5 porque o Flash permite o uso do formato H:264 desde 2007. Caso contrário, ele teria de mudar toda sua base de dados, pois HTML 5 só renderiza H:264.

Sem contar que no HTML 5 não temos os mesmos recursos que os players de vídeo em Flash costumam usar. Um exemplo é popular formato fullscreen, que no HTML 5 só é possível com a instalação de um add-on. Aí me pergunto: qual será o alcance disso? É simples para todo usuário instalar um add-on apenas para ver um vídeo fullscreen? Neste caso, o Flash ainda continua uma opção mais simples.

Isso sem contar os problemas crossbrowser que o desenvolvedor vai ter de enfrentar para sua ferramenta aparecer da mesma forma em todos os navegadores. O Flash Player está presente em mais de 90% das máquinas, e consegue ser quase 100% crossbrowser / crossplataforma.

E quanto aos vetores? Será que o HTML 5 vai suportar formatos vetoriais com a mesma qualidade e compactação do Flash? Não!

Concluindo, o Flash é uma ferramenta para aplicativos web e o HTML para definir estruturas de dados.  Não vamos confundir as duas coisas. Cada ferramenta tem um propósito, e é necessário saber como explorar isso. Em blogs e páginas com muito texto, é melhor usar HTML; em animações e aplicativos gráficos, use Flash. Mas isso não é uma regra, cada caso é um caso, e o desenvolvedor precisa conhecer a ferramenta para melhorar sempre a experiência do usuário.

E para aqueles que são antiflash, pois têm como discurso odiar menus dançantes e objetos que correm atrás do cursor, cuidado! O HTML 5 pode significar a evolução do <marquee></marquee>, tag que faz o texto correr de um lado para o outro – e tornar sua vida um inferno. Só que dessa vez o Flash-Block não vai adiantar!

Links:

Open Access to Content and Applications
http://blogs.adobe.com/conversations/

Flash Player 10.1 on Google’s Nexus One Phone
http://www.youtube.com/watch?v=vlWOocHwcLo

Adobe, Flash Player, Apple, iPad, HTML5 – os Mitos
http://www.riapt.org/2010/02/01/adobe-flash-player-apple-ipad-html5-os-mitos/

“The World is Moving to HTML 5″ and Other Flights of Fancy
http://richardleggett.co.uk/blog/index.php

Computer Arts Brasil

Galerinha,

Estou na edição #26 da Computer Arts (versão brasileira) na seção Design Clássico.

Para quem não conhece, a CA é uma das mais conceituadas revistas sobre arte e design digital.
Produzida originalmente na Inglaterra, possui versões publicadas na França, Polônia, Coréia, China e Brasil.

A revista está chegando nas bancas esta semana e tem muita coisa interessante.

Computer Arts 26

Toda vez é a mesma coisa.


Don’t give up! from AntonioJunior on Vimeo.

P’ra quem é feliz…

… e bobo como eu.

Radiohead

Olha o Radiohead inovando novamente com um clipe de deixar qualquer artista – digital ou não – de queixo caído.

O clipe, denominado House of Cards, não usou câmeras nem iluminação em sua produção. Em vez disso, usou duas novas tecnologias que criam um sistema de escaneamento a partir de lasers. Para capturar a performance de Thom Yorke, foram utilizados 64 lasers, cada um disparado 900 vezes por minuto em 360 graus. O resultado é impressionante.

Veja o clipe abaixo:

Conheça aqui os sistemas utilizados no clipe:
Geormetric Informatics e Velodyne LIDAR

Veja também o making of:

Toda vez é a mesma coisa.