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O que você vai medir hoje?

abaco

Esse assunto de resultados, métricas e afins é um assunto que não sai da minha cabeça. Lembro bem que lá pelos anos 2000, a única coisa que a gente conseguia medir era o número de pessoas que visitavam um site. E isso era tão importante que todo site tinha um contador de acessos exibido em lugar de destaque na home.

Passados vários anos, a grande questão hoje é escolher o que medir, já que as possibilidades são quase infinitas. E não é só isso, temos também o desafio de mudar alguns paradigmas apoiados na máxima de que boas métricas quantitativas é que determinam o sucesso de uma ação. Essas métricas são importantes e devem ser acompanhadas, mas elas começam a dizer pouco, ou não dizer tudo, sobre o que estamos gerando de valor com uma determinada ação.

A partir do momento que incluímos novas ferramentas ao nosso mix de comunicação, como é o caso das mídias sociais, precisamos também diversificar e definir novas metas e seus respectivos indicadores. E o incrível Google Analythics sozinho não vai nos ajudar nessa hora…

Eu confesso: estou quebrando a cabeça para entender como vamos mensurar coisas pouco tangíveis, que dizem respeito não só ao sucesso de uma ação específica, mas também à gestão da reputação de uma marca no ambiente digital. São métricas relacionadas à capacidade de gerar engajamento, ao poder de influência de uma marca, ao tamanho da repercussão de uma mensagem, à profundidade e relevância de uma experiência. E aí não se trata mesmo só de acompanhar os resultados de um site, de um hotsite, de um banner, de números de seguidores em um perfil no Twitter ou de uma comunidade no Orkut.

Achei uma pista interessante neste artigo, indicado no Twitter da Mapa Digital. E estou ajuntando isso com uma outra ideia que também me deixa com as antenas aguçadas: não poderemos mais medir só os canais, teremos também que conseguir identificar pessoas e acompanhar as suas interações para encontrar os pedacinhos que vão nos ajudar a entender se as nossas estratégias estão fazendo sentido. Nossa!

Bom, o legal disso tudo é que parece que tem muita gente pensando no assunto. Por exemplo, para o Twitter já existem inúmeras ― inúmeras mesmo ― ferramentas de mensuração, cada uma correndo atrás de uma coisa. Começando das mais básicas, tem o TwitterRank, que segundo seus organizadores é uma espécie de algoritmo que mede a importância (e popularidade) de um usuário no Twitter a partir de dezenas de fatores secretos.

Esta outra gera estatísticas para você acompanhar seus retweets e replays, a distribuição das ocorrências pelos dias da semana, e os tweets mais recentes contendo @seunome. Na página inicial, estão dados do Twitter no Brasil: assuntos mais populares, usuários mais “retweetados” e outras coisinhas. Vai lá: Blablabra.

E tem mais um monte. Esta aqui é no mínimo curiosa: permite buscar pessoas a partir de emoções.

Gente, é muita coisa! São muitas habilidades e disciplinas que vamos precisar de juntar para montar o nosso painel de controle neste mundo digital! E, mais uma vez, não dá para querer o conforto de uma receita certinha, testada, aprovada. Cada ação, cada cliente, cada nicho trabalhado vai determinar o que vamos considerar na hora de medir resultado.

2 Comentários |

2 comentários para O que você vai medir hoje?:

  1. No começo, a gente sofria com a falta de dados de “audiência” na internet. Agora, a gente sofre com a quantidade de dados disponíveis. Ou seja, nosso destino é o desafio. A idéia de uma métrica qualitativa é importante pra não deixar a gente ficar comparando as medidas do velho mundo com as medidas do mundo novo. A revolução é essa: as coisas mundam, o jeito de medir as coisas muda e principalmente muda a relevância que se deve dar às coisas medidas. Coragem!!!

  2. O que da um certo alivio é ver a cada dia novos profissionais digitais especializados, seja em redes sociais, em search marketing, no mapeamento digital por tendências etc e na minha opinião, quem irá se sobressair será aquele que conseguir manter uma equipe com expertises personalizadas e que poderão dar um resultado partindo de um universo bem mapeado de diferentes vertentes digitais.

    Gostei desse post!

    abraço,
    Eduardo

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