Enquanto os argentinos usam seu cliente Doritos pra nos ensinar a criar uma campanha envolvente, divertida e que dá um ar moderno e cool à marca, por aqui tem gente usando o mesmíssimo produto pra alimentar a homofobia e a caretice extrema. Vergonha alheia total!
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Los Hermanos deram de 10.
8 comentários para Los Hermanos deram de 10.:
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Olá,
Eu também fiquei indignado com essa campanha.
Mandei um e-mail pra eles retratando minha posição.
Caso queiram, o contato é doritos@cubo.cc.
Abs,
Sebah.
Com certeza não era essa a repercussão que eles pretendiam. Esse é o problema de muitas vezes tentar ser cool demais, engraçadinho demais. Erra a mão e acaba se queimando.
[...] aquele comercial que eu citei aqui e que continua gerando polêmica, recomendo muitíssimo a leitura de dois posts excelentes: um do [...]
Achei genial. Nada de careta, muito menos de homofóbico. Isso é mania de perseguição. A brincadeira ali é normal, é engraçada e não agride ninguém. Deixem de ser caretas.
Que viadagem achar que tudo é homofóbico.
Existe essa mania de achar que tudo é homofóbico. Poxa, brincar com uma piadinha presente no dia-a-dia de muita gente, é homofobia? O que vejo é: quatro amigos, saindo pra balada afim de azarar algumas meninas. O da frente que tem o cabelo tão desarrumado quanto o dos amigos, se veste como eles e por um momento “animado” dança o YMCA. Ele não é um tipo “gay dentro do armário”, mas vira motivo de zuação entre seus brother. What´s the problem with that? Esse mesmo comentário deixo para o post “Futuro segundo a Microsoft”. Vai que o casting do VT por algum acaso selecionou brancos e orientais. Mas ali não havia ninguém pra dizer, “gente, tá faltando pessoas negras, isso vai ficar preconceituoso”. Sou contra qquer tipo de discriminação intencional, humilhação e difamação, mas achar preconceito nisso aí é forçar demais. Seria o preconceito em relação ao conceito?
Qualquer ação publicitária é a manifestação adaptada do cotidiano, é a resposta do que é observado a todo momento, uma sintetização dos padrões comportamentais e suas relações. Assim sendo, defenderei sempre o uso inteligente da propaganda, erguerei a bandeira da ética em qualquer ocasião, serei a favor do uso não apelativo da mensagem, mas, antes e acima de tudo, condenarei a ausência da verdade e da hipocrisia travestida de simpatia social. No marketing, ao se estabelecer metas e definir estratégias, pressupõem-se sempre a clareza de entendimento em rotinas e hábitos do público-alvo. Saber o que pensa, como se comporta e suas interações são premissas básicas para o sucesso de qualquer iniciativa. É aí, criativos, que residem os problemas, é nesse meio de campo defensivo que congestiona o moralismo idiota. Você, publicitário ou não, o que pensa sobre a campanha da Doritos vinculada acima? Você entende que é a tradução simples de uma conduta social de um público-alvo ou vê teor discriminatório e preconceituoso na mensagem? Eu creio na sinceridade. Eu vejo realidade e transcrição pura do cotidiano, em que situações embaraçosas e o questionamento irônico da sexualidade dos amigos é EXISTENTE. Se é, não posso abordar? Eu sempre reflito nas inerências do contexto publicitário. A ambigüidade, a ironia e a reflexão são instrumentos que estão conectados ao universo dos criativos, muitas vezes, até inconsciente. Ressalto ainda o fato de que seremos sempre maioria ou minoria em alguma situação, adoradores ou não de cervejas, torcedores de um time ou outro, ouvintes de um tipo de música, frequentadores de um tipo de bar, mas é o bom senso com que assimilamos as decorrências dessas ocasiões que edifica o ser humano e cidadão que seremos.
Obrigado
Concordo plenamente com a Juliana. Comercial homofóbico, já que insinua que o amigo não pode compartilhar suas preferências com os amigos. Deixa uma triste sensação de atraso sóciocultural.
Sobre o bem escrito comentário do Diego, não concordo que tudo o que está na vida pode ser retratado na publicidade. Se fosse assim, todo o mal seria perdoado e banalizado na propaganda simplesmente porque existe. Não podemos perder de vista o grande poder de persuasão que a publicidade exerce, principalmente a que se destina aos jovens que estão em processo de afirmação da personalidade. Bom senso e critério não podem faltar.