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Diário de Bordo

Lápis Raro
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Pire pipire pipire piri piriguete!

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O hit do verão 2008 não saiu de Salvador ou do Rio de Janeiro, ele
foi gerado no bairro Santa Amélia, na zona norte de Belo Horizonte.
Alexandre Materna, o MC Papo, criou o reggaeton “Piriguete” que é
incansalvelmente repetido em todo o Brasil. O MC, de 18 anos, já fez
shows em Mato Grosso, Santa Catarina e até em Rondônia. Curiosamente,
segundo conversa com seu empresário, Minas Gerais foi um dos últimos
estados a aderir à moda.

Acessei ontem o videoclipe no youtube, feito artesanalmente em
paisagens de BH, e ele estava com 165 mil acessos. Hoje já está com
170 mil. Fiquei impressionado com a quantidade de acessos. Fiquei
mais de cara ainda quando descobri que esta é a segunda versão do
clipe, postada no youtube em novembro de 2007. A primeira versão, uma montagem tosca feita com letterings e cenas de clipes de
rap americanos
, e que foi postada em julho de 2007, tem quase 3
milhões de acessos. Pra ser mais exato: 2,983,477 da última vez que vi.

Ninguém tem dúvida de que a internet é a mídia mais democrática para se
espalhar uma idéia sem verba nem jabá e assim atingir uma
grande audiência. Mas fica aqui a dúvida: Existe uma fórmula? Ou
seremos sempre surpreendidos com a anarquia da web?

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Comentários:
6
  • Maria Alice disse:

    A música piriguete foi originada de uma música internacional, alguém pode me informar qual é ?

  • anthony disse:

    muito bom a musica, mas o que eu quero mesmo e piriguete mato grosso

  • Cristina disse:

    A internet é democrática e grátis, diferente de um livro ou de um filme. Ninguém vai ao cinema porque o amigo comentou que viu um filme de muito mau-gosto, como ninguém compra um livro sabendo que não vai gostar (não, o Paulo Coelho não tem nada a ver com isso; quem compra Paulo Coelho gosta do escritor e as vendas dele indicam, sim, quantas pessoas gostam do que ele escreve). Agora, na internet, o fenômeno não pode ser medido assim. Pra você ter uma idéia, o vídeo mais visto de todos os tempos no Youtube (olha aí eu aumentando o sucesso da coisa) é Evolution of Dance, com esse número aqui de acessos: 72.570.320. Das duas, uma: ou esse número é relativo, como eu acredito, ou tem gente doida demais nesse mundo.

    Ok, pra não dizer que não sou democrática, vou deixar o link do vídeo aqui. Mas, por favor, não acessem.

    http://www.youtube.com/watch?v=dMH0bHeiRNg

  • Cristina disse:

    Uma fórmula para ter mais acessos? Parece que sim. Mas isso não é um fenômeno só de internet, não. Agora, especificamente na web, esses números precisam ser analisados mais a fundo, se a intenção for associá-los a sucesso (palavrinha com significados tão subjetivos). Você, por exemplo, acessou esse vídeo por quê? Acredito que não tenha sido por causa da qualidade da música, nem por causa das mulheres gostosíssimas que aparecem dançando. E quantos outros acessos não ocorrreram da mesma forma? Eu mesma fui lá, vi e dei minha contribuição para o acréscimo no marcador do Youtube. Mas o que esses números realmente significam?

  • Rebecca disse:

    A fórmula é velha e composta de 3 partes:

    Apelo sexual + repetição (ritmo / sons / idéias / rimas pobres, etc. )
    + vulgaridade (estereótipos de todos os tipos para todos os tipos de gosto…)

    Vem fácil, vai fácil… Repetição ad infinitum do mesmo (ad nauseandum…).

    Mas o que é surpreendente mesmo é a capacidade que as pessoas têm de se confirmar no conhecido e (quase) nunca avançar para o novo…

  • Elisa disse:

    A fórmula é falar de mulher, gostosa, rebola aí, tchutchuca. E nesse sentindo, não acho que a internet seja a grande divulgadora. O funk carioca, quando começou, por exemplo. Só se falava e ouvia aquilo. Sem o youtube e essas coisas mais. Músicas com esse conteúdo são realmente um fênomeno. Se espalham e grudam por todas as partes. Os raps americanos, aquelas porcarias, só falam disso. E vendem zilhões. Nesse caso, especificamente, não acho que a internet seja o grande bum!

    Bum!

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