O que blogamos

Do contra.

Li essa semana um artigo do britânico Andrew Keen. O cara lançou um livro, ainda sem tradução no Brasil, no qual coloca em cheque a web 2.0 e a qualidade do que anda sendo postado em blogs, Youtube e tudo mais que de alguma forma esteja aberto para receber as contribuições das pessoas. Não li o livro, mas gosto da polêmica que ele levanta. Segundo ele, as pessoas estão mais interessadas em se expressar do que ler e ver conteúdo e o pior, a maioria não tem nada a dizer, nem talento pra criar algo de valor. Em um outro parágrafo do artigo ele detona com a Wikipédia e termina assim: “Ficamos reféns de uma oligarquia de ativistas da internet e suas agendas ideológicas”. Gente, ele é radical!!

Ainda que eu não concorde com as idéias dele acho superimportante ter gente pra falar mal, pra criticar, pra jogar lenha na fogueira. Eu mesma confesso: tem hora que fico com o pé atrás com toda essa festa que está sendo armada pra web 2.0. Eu não tenho dúvidas que colocar todas as ferramentas de publicação de conteúdo nas mãos das pessoas é uma coisa muito legal e tem tudo a ver com o que eu sempre acreditei que fosse a web: um lugar pra conversar, trocar informação, encontrar alguém com os mesmos interesses que eu. Mas eu também acredito que não existe só um jeito de fazer as coisas. Ou seja, não acho que agora todo mundo, toda empresa, precisa necessariamente ter um site 2.0. Tem um monte de site por aí que eu adoro e que é todo fechadinho, todo em flash, lindo de morrer, ótimo de ver!

3 Comentários |

3 comentários para Do contra.:

  1. Um coisa que sempre fiz foi desconfiar de todas essas recentes maravilhas da tecnologia, principalmente se tratando de um cara chamado Steve Jobs, tudo bem ele é um puta visionário, mas até as ferramentas funcionarem como são vendidas são outros quinhentos, com a internet acho o mesmo. Ainda sou adepto do que funciona realmente do que modinhas instantaneas da galera do
    oclinho. saca? Bjo pra todo mundo ae! o site ta de fuder!!!

  2. Espero que daqui a 20 anos se lembrem que fui o primeiro a comentar no blog da Lápis. :-)
    O que complica contestar esse Andrew Keen é a constatação de que o próprio termo “web 2.0″ é refém da dificuldade de se criar conceitos dentro da internet. Web 2.0 não é uma evolução tecnológica, apesar do nome remeter a isso. Se lá em 2003 o Roger Pédauque já falava que qualquer documento eletrônico é o traço de relações sociais reconstruídas por computadores, podemos entender o 2.0 como uma mudança simples de paradigma: o conteúdo agora têm como premissa a participação direta dos usuários na elaboração do conteúdo. Quando o Keen fala que as pessoas estão mais interessadas em se expressar do que ler, ele está correto. E não acho que isso é um péssimo caminho. Se as pessoas não conseguem se expressar de maneira eficaz, não se deve à tecnologia e nem às ferramentas que ela disponibiliza.
    A verdade é que sempre vamos ter os otimistas e o pessimistas, “apocalípticos” e os “integrados”… Só não acho que devemos tomar partido. Isso sim já caiu de moda.

  3. Eu penso que nenhum radicalismo seja saudável, e o mesmo para fanatísmo.
    Mas é de fato bastante interessante e útil conhecer o ponto de vista destas pessoas.

Deixe um comentário

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

« »

Últimos posts

Lápis Raro conquista conta de comunicação digital da Samarco

A Lápis Raro começa 2012 comemorando mais uma conquista: a agência foi escolhida para atender a conta de comunicação digital da Samarco. Mostrando estar atenta às mudanças do mercado e à necessidade de se ter uma presença forte na internet, bem como de utilizar todo o potencial dos canais digitais [...]

Deixe um comentário mais +

Mãe, vou ser publicitário

Tem uma história que faz anos que roda a internet e que sempre me fascinou: sobre o mendigo cego de Nova York. Como aqueles textos que de repente se tornam do Drummond ou do Veríssimo, ela ganhou várias formas (o mendigo também já apareceu em Paris, por exemplo). Mas a [...]

7 Comentários mais +
email-premio-final

Estamos todos orgulhosos!

Deixe um comentário mais +
video

Don’t trust your eyes.

The Intangible from Kvarteret Filmproduktion on Vimeo.

Deixe um comentário mais +
Picture 1

O que você gostaria de fazer 100 mil vezes?

Já imaginou ganhar um iPad? E um Netbook? Quem sabe um Tablet 5″? Pois é, a sua chance pode ser [...]

3 Comentários mais +
DA000511A DROGATEL VIVER 20,2x26,6cm

Tá difícil sair? Drogatel entrega

O início de 2012 foi marcado por um volume de chuvas recorde em Belo Horizonte, dificultando o dia a dia [...]

2 Comentários mais +